Conheça os projetos que têm melhorado a caminhabilidade no Brasil! [Por onde andamos em junho]

Instituto Caminhabilidade
9 min readJul 6, 2023

Se inscreva no Prêmio Cidade Caminhável até 21/07!

Estão abertas até 21 de julho as inscrições para a 2ª edição do Prêmio Cidade Caminhável!

Os critérios básicos de inscrição são:

  • Ter sido realizado por órgão público;
  • Ter sido realizado em cidade brasileira de qualquer tamanho de 01 de janeiro de 2021 até 31 de dezembro de 2022;
  • Ter melhorando a caminhabilidade;
  • As inscrições podem ser feitas na categoria de cidades pequenas (até 100 mil habitantes), médias (100.001 a 800 mil habitantes) e grandes (mais de 800.001 habitantes). Ou seja, todas as cidades podem se inscrever.

Os tipos de iniciativas que podem concorrer são:

  • Requalificação de área urbana com foco no caminhar (parques lineares, urbanização com fruição, programa de qualificação de calçadas, entre outros);
  • Redistribuição viária (implantação de calçadões, extensão de calçadas, entre outros);
  • Medidas de acalmamento de tráfego (zonas 30, faixas elevadas, diminuição de velocidades, entre outras);
  • Acessibilização de rotas (qualificação de pavimento, implementação de infraestrutura de inclusão como rampas e sinais sonoros em rotas estratégicas, entre outras);
  • Informação para pessoas a pé (implementação de sistema de sinalização para pedestres com informações sobre rotas e serviços, entre outras);
  • Programas de ruas para pessoas (ruas abertas, ruas de lazer, entre outras);
  • Pesquisas e dados sobre deslocamentos a pé (levantamentos de dados focados em mobilidade a pé, entre outros);
  • Plano de ação para melhoria do caminhar (planos focados em melhorar a caminhabilidade);
  • Urbanismo tático para qualificação de ruas (extensão de calçadas, travessias mais seguras, acalmamento de tráfego com pintura na via, entre outros);

Se você trabalha no setor público e realizou projetos que melhoram a caminhabilidade, você não pode ficar de fora! Se inscreva e concorra ao Prêmio para ter a sua ação reconhecida e divulgada.

E se você não trabalha no setor público, mas tem orgulho de projetos e iniciativas na sua cidade, avise as secretarias para que elas participem!

Ficou com alguma dúvida? Leia o edital e as perguntas frequentes no site www.premiocidadecaminhavel.org.

A abertura do Prêmio repercutiu na mídia e saiu no:

Seja parceira da Semana do Caminhar 2023

Abrimos o formulário para inscrições de organizações parceiras na Semana do Caminhar 2023 — Cidades de 15 minutos. Podem participar iniciativas de todo o Brasil que atuam com cidades, mobilidade ativa, mobilidade a pé, urbanismo colaborativo, passeios, saúde e cultura!

As organizações podem apoiar com a realização de atividades na sua cidade ou apenas com divulgação para ajudar a colocar na pauta o caminhar e a proximidade nas cidades.

Preencha o formulário AQUI!

Participe do desafio #15MinutosaPé da Semana do Caminhar 2023

No desafio #15minutosapé queremos que vocês mostrem serviços essenciais que acessam em 15 minutos de caminhada onde moram, para assim conhecermos o contexto de várias cidades e bairros!

Como faz?

Faça fotos e vídeos no trajeto de 15 minutos, mostrando:

  1. Espaços públicos: praças, parques e praias.
  2. Saúde: hospitais, postos de saúde e clínicas.
  3. Espaços culturais: museus e centros culturais.
  4. Acesso ao transporte público: pontos de ônibus e estações de metrô.
  5. Alimentação: mercados, feiras e padarias.
  6. Educação: escolas e faculdades.

Siga as instruções para montar seu vídeo:

  • Formato reels (vertical e no máximo 1m30s).
  • Explicar o local de onde está saindo no início do vídeo.
  • Finalizar com uma tela de calculadora de resultados.
  • Publicar no Instagram ou TikTok e colocar as #15minutosape e #semanadocaminhar2023 e marcar o @institutocaminhabilidade.

Segue o link dos vídeos que fizemos no Instituto Caminhabilidade para servirem de inspiração!

VÍDEO 1

VÍDEO 2

Participamos de mesas, trocamos conhecimentos e fomos finalistas em premiação no Parque da Mobilidade Urbana

Nossa Diretora Presidente, Leticia Sabino, participou das mesas “Soluções para o trânsito e gerenciamento de cidades inteligentes” e “Segurança viária com foco na mobilidade ativa”.

No primeiro debate, Leticia trouxe provocações sobre como os “sistemas inteligentes” e a produção de dados não consideram a caminhabilidade, e como isso prejudica o desenvolvimento de cidades para as pessoas. A conversa teve a participação de Antonio Carlos Gonçalves da CET Santos, Rodrigo Ramos da Data Prom e mediação de Willian Rigon, da Connected Smart Cities.

Já na segunda mesa, Leticia falou sobre a falta de segurança e que não há cidades inteligentes quando ainda morrem pessoas todos os dias caminhando nas ruas. Estavam presentes na discussão Daniel Guth, do Aliança Bike, Telma Micheletto da CET São Paulo e Camila Cavalheiro, do Instituto Cordial.

Chamamos a atenção ao Projeto de Lei que estamos articulando no Congresso para a diminuição das velocidades em vias urbanas no Código de Trânsito Brasileiro (saiba mais abaixo)!

Também fomos finalistas no Prêmio Parque da Mobilidade na categoria “Iniciativas em favor da Mobilidade Ativa” junto com os parceiros do Aromeiazero. Não levamos a premiação, mas ficamos muito felizes que os projetos da Rua da Palma de Recife e de Ruas Vivas em Fortaleza (inscritos no Prêmio Cidade Caminhável 2021) foram reconhecidos.

Veja mais fotos AQUI.

Veja o vídeo do projeto Caminhando Juntas

Durante meses, articulamos com as comunidades da Peinha, Real Parque e Jardim Panorama para co-criar e desenvolver o projeto Caminhando Juntas com as mulheres e crianças.

Assista como foi o projeto:

Articulação do PL das velocidades

Depois do abaixo assinado da diminuição das velocidades, nos juntamos às organizações CicloCidade, UCB, WRI Brasil, Coalizão Mobilidade Triplo Zero, Fundação Thiago de Moraes Gonzaga e Instituto Alana para articular o Projeto de Lei das Velocidades no Congresso!

O PL 2789/2023 propõe alterações no Código de Trânsito Brasileiro para a readequação das velocidades máximas permitidas dentro das cidades (vias urbanas) e para viabilizar a fiscalização de velocidades por meio da medição de velocidade média. O projeto de lei altera a velocidade máxima de 60 km/h em avenidas nas vias urbanas, para 50 km/h — seguindo a recomendação da OMS.

Já são oito deputadas co-autoras e estamos articulando com outras parlamentares mulheres para que também apoiem essa ideia, uma vez que a redução das velocidades impacta diretamente na equidade de gênero e na nos direitos da primeira infância! A medida ainda é tímida, mas é um primeiro passo!

Comemoramos 8 anos de Paulista Aberta

No dia 28, comemoramos 8 anos de conquista da abertura da Avenida Paulista para as pessoas! Essa é uma das conquistas mais importantes do Instituto Caminhabilidade! A Paulista Aberta é um programa que todos os domingos e feriados abre a icônica avenida de São Paulo para lazer e encontro das pessoas, desde 2015. Para o programa acontecer, nós sonhamos, idealizamos e, junto com a Minha Sampa, traçamos uma estratégia de advocacy (incidência) e mobilização social. Clique AQUI e relembre essa história!

Participamos de programa especial sobre caminhabilidade e cidades caminháveis no Cidadania Alesp

Falamos sobre a intersecção entre caminhabilidade e acessibilidade, políticas públicas, investimentos e recursos direcionados para a mobilidade ativa e o quanto é mais barato construir cidades focadas no caminhar e não nos automóveis.

Além disso, discutimos sobre a falta de visibilidade para municípios que estão investindo em caminhabilidade e a importância do Prêmio Cidade Caminhável para reconhecer essas iniciativas.

“São Paulo perdeu um pouco a oportunidade de mudar os seus espaços de maneira que revolucionasse o pensamento da cidade. Estamos andando ao contrário na questão da velocidade máxima das vias, o que entra em conflito com gerar caminhabilidade nos espaços. Estamos no momento de olhar para isso”, Leticia Sabino, Diretora Presidente do Instituto Caminhabilidade.

“A caminhabilidade é esse guarda chuva de entender melhor a acessibilidade, e melhorar a acessibilidade para pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida. Isso tudo está dentro do que é pensar uma cidade caminhável para todas as pessoas”, Louise Uchôa, Analista de Desenvolvimento Institucional do Instituto Caminhabilidade.

3 infraestruturas que dizem ser para pedestres mas que priorizam os carros

Como o carrocentrismo não tem limites, algumas infraestruturas urbanas colocam no seu nome “pedestres” alegando que são feitas para garantir a segurança de quem caminha, quando, na realidade, mantêm a prioridade dos veículos motorizados, e colocam as pessoas em maior risco. Veja nossos artigo no Caos Planejado (1, 2 e 3) ou nosso Medium.

Certamente, você já passou por elas enquanto estava andando na cidade, e não seguiu o que estavam direcionando a você.

  1. Passarelas anti pedestres: pontes sobre as ruas que desviam e aumentam em quase 10 vezes o caminho de quem está a pé (Liga Peatonal) para que os veículos não precisem parar. No lugar delas, poderiam ser implantadas lombofaixas, ruas compartilhadas e faixas de pedestres.
  2. Grades de controle de movimento (guardrails): impedem as pessoas de atravessar diretamente e seguir o caminho mais lógico. O correto seria colocar travessias em todas as esquinas e respeitar a linha de desejo de quem está a pé com prioridade, sinalizações e diminuição de velocidades.
  3. Semáforo de controle de velocidade: Embora o Código de Trânsito Brasileiro estabeleça que os condutores devem garantir a segurança dos pedestres, muitas vezes os semáforos não refletem essa prioridade. É fundamental adequar os semáforos à velocidade média das pessoas, respeitando suas necessidades e prioridades.

Lembrando que o primeiro passo para eliminar essas estruturas é diminuir as velocidades nas cidades, assumindo um compromisso com as pessoas e com a vida.

OUTROS PASSOS

  • Assista um trecho da live que participamos comentando o capítulo “El rol de las mujeres en la producción local del orden socioespacial de las banquetas” do livro mexicano de calçadas. Nossa Diretora Presidente, Leticia Sabino, comenta sobre como as cidades não são neutras e a importância de gerar mais dados da perspectiva das mulheres.

Fizemos uma reunião com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento para apresentar os resultados do estudo da Rua Leôncio de Carvalho

O estudo da Rua Leôncio de Carvalho, em São Paulo, foi feito durante o curso “Caminhabilidade e Transformações das Ruas”, realizado pelo Instituto Caminhabilidade junto ao SESC Avenida Paulista. O objetivo foi aplicar conhecimentos de análise de caminhabilidade para criar subsídios e dados para a transformação da Leôncio de Carvalho em rua compartilhada.

Participamos de reunião com o Niterói de Bicicleta

Fomos conhecer o único projeto de órgão público da prefeitura focado em promover a bicicleta na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro. Ficamos muito felizes em conhecer essa iniciativa que estimula a mobilidade ativa de forma participativa, para que tenha ainda mais ciclovias, respeito aos ciclistas nas ruas, bicicletários e outras ações que estimulam a cultura da bicicleta na cidade.

VEM AÍ

08/08 — Anúncio das vencedoras do Prêmio Cidade Caminhável

No dia 8 de agosto, anunciaremos as três vencedoras do Prêmio Cidade Caminhável 2023. Os projetos ganhadores da primeira edição foram: Reurbanização do Centro Conde (PB), Via Parque Caruaru (PE) e o Plano Municipal de Caminhabilidade de Fortaleza (PMCFor) nas categorias Cidade Pequena, Cidade Média e Cidade Grande, respectivamente.

Não esqueça de preencher o formulário AQUI e ter a sua iniciativa reconhecida!

06 a 12 de agosto — Semana do Caminhar

Neste ano, a Semana do Caminhar será realizada entre 06 e 12 de agosto, incluindo o Dia Mundial do Pedestre, que é comemorado no dia 08. Não esqueça de se inscrever como parceira e fique de olho nas nossas redes sociais para participar das atividades!

Faça parte da nossa lista de transmissão do Telegram! Clique aqui.

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ONG liderada por mulheres | Desenvolve cidades em que pessoas e caminhar sejam prioridade | Busca equidade de gênero e enfrenta a crise climática